All alike and yet so different
...“Tempo rei... oh tempo rei... transformai as velhas formas do viver”... (“Time is king...oh time is king... to transform the old ways of living”…) - Gilberto Gil
Before, it was just a huge expectation, preparation and waiting. Sometimes a certain anxiety, a bit of bureaucracy and a strong will to live all that was to come, a strong will to live each moment intensely, meet a new world, new people, and new ways of living. To learn and to communicate, organize things, make a plan, evaluate, build things collectively and live with one another. Time to be opened and to listen, to walk your own path and to make this a valid journey. And if isn’t, do not mind taking a few steps back and start walking again.
Maybe it is really a single moment, a unique opportunity in the lives of each one of us, in its own way and own time, but with enough time to discuss, reflect, propose, change, experiment, love, celebrate and socialize. Upon arriving at school, that world that we've previously imagined in our heads, begins to take a more real and palpable shape each and every day. People were building their ties, friendships, finding out their affinities, pursuing their goals and expanding their horizons into the unknown. And each one of them finding and confronting their fears, problems, improving their strengths and sharing experiences at each encounter, each look, touch, conversation and class.
Each student who lives – or lived - here carries his own history, experiences, difficulties and strengths. And during the time we are living this experience we are all alike, regardless of where we come from, where we live, who we live with, what we’ve had experienced. No matter what, at this moment we are all equal and yet so unequal - some more than others - despite all the differences. Differences that are taken into consideration, of course, but are not that important during the time we had in this pleasant trip, in this interesting break called GIV.
Huge cultural differences: different people, different cities, different families and different lifestyles; but when everybody gets together in a simple table for breakfast, for example, or any other situation, all this disappears and it becomes a unique moment in which we are very much alike. Teachers, students and staff, everyone has a voice and is heard. They have their own space and respect for each other, and this kind of environment is really important in our lives.
I noticed that every day and every week we learn a little more about ourselves, about life, about each other, even when people are completely different or live in a place far away from my reality. But who says we cannot be close? Or build things together? Or live together? Of course we can! And we must. And when we are here, it happens almost naturally, in a harmonious way, along with several exchanges and an amazing mutual respect.
How will our lives be after the course? Hard to tell, but there is a huge chance for it to be very different. I don't know if with significant external changes, but I have no doubt about personal ones. And it may take a while - each one in their own timing - to understand these changes and all the things we’ve lived here. And because of that, we have a great chance to transform our old ways of living, or even create our new ways of living, experimenting and sharing, because, here, time is king. And having enjoyed this time will be essential for what comes ahead in our lives...
Em Português...
Todos iguais e tão desiguais
...“Tempo rei...oh tempo rei...transformar as velhas formas do viver”...Antes era só uma grande expectativa, preparativos, espera, as vezes uma certa ansiedade, um pouco de burocracia e muita vontade de viver tudo o que estaria por vir, viver intensamente cada momento, conhecer um novo mundo, novas pessoas, novas formas de viver, de aprender e de se relacionar, de organizar coisas, de planejar, de avaliar, de construir coletivamente e de conviver com o outro, tempo de estar aberto a ouvir, a caminhar em direção ao seu caminho, a trilhar seu próprio caminho e de construir ferramentas para que essa caminhada seja mesmo válida, e caso não seja, não se importar em dar alguns passos para trás e voltar a caminhar novamente. Talvez seja mesmo um momento único, oportunidade única, especial na vida de cada um de nós, cada um a seu modo e cada um com seu tempo, mas todos com tempo suficiente para discutir, refletir, propor, mudar, experimentar, trocar, amar, celebrar e conviver. Ao chegar na escola, aquele mundo que imaginávamos anteriormente começa a tomar uma forma mais real, mais palpável e a cada dia vivido, as pessoas foram construindo seus laços, suas amizades, suas afinidades, buscando seus objetivos e expandindo seus horizontes para o desconhecido e cada um descobrindo e enfrentando seus medos, suas dificuldades, aprimorando suas qualidades e trocando experiências a cada encontro, cada olhar, cada toque, cada fala, cada aula. Cada aluno que aqui viveu, que aqui está, traz consigo sua própria história, suas experiências, suas dificuldades e suas forças e no momento que estamos vivendo essa experiência somos todos iguais, independente de onde vem, de onde vive, com quem vive, o que já viveu, independente de qualquer coisa, nesse período somos todos iguais e tão desiguais, uns mais iguais que os outros, apesar de todas as nossas diferenças. Diferenças que logicamente são levadas em consideração, mas que não são tão importantes nos momentos que vivemos nessa gostosa viagem, nessa interessante quebra chamada GIV. Diferenças culturais grandiosas, pessoas diferentes, cidades diferentes, famílias diferentes e estilos de vida diferentes, mas que quando se encontram, numa simples mesa de café da manhã ou em qualquer outra situação, elas desaparecem e aquele momento se torna único e nos igualamos por completo. Professores, alunos, staffs, imagino e percebo que todos tem voz e são ouvidos, tem seus espaços e se respeitam mutuamente em qualquer situação, a propósito, como esse tipo de ambiente é realmente importante em nossas vidas. Penso e observo que a cada dia, a cada semana aprendemos um pouco mais sobre nós mesmos, um pouco mais sobre a vida,um pouco mais sobre o outro, mesmo que ela seja completamente diferente, mesmo que ele viva num lugar totalmente distante da minha realidade, do meu mundo, mas quem disse que não podemos nos aproximar? Quem disse que não podemos construir coisas juntos? Quem disse que não podemos conviver juntos? É claro que podemos e devemos, e quando estamos aqui isso acontece de uma maneira harmoniosa, conjunta, com trocas a todo tempo e um respeito recíproco nesses vários momentos. Como será nossas vidas após o término do curso? Difícil responder, mas com certeza terá grandes chances de ser diferente, não sei se com mudanças externas significativas, mas com mudanças internas não tenho dúvidas e que talvez demoraremos um tempo, cada um ao seu, para entendermos tais mudanças, para compreendermos todas as coisas que vivemos por aqui e por conta disso temos nossa grande chance de transformarmos as nossas velhas formas do viver ou até mesmo criarmos nossas novas formas de conviver, de compartilhar, de caminhar, pois o tempo aqui é rei e aproveitar esse tempo é essencial para o que vier pela frente...
Abração and Free Hugs
Luiz Eduardo






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